A primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa de 2009 começa na próxima segunda-feira (5) no Rio Grande do Sul. A primeira etapa da imunização do rebanho bovídeo (bovinos e búfalos) estende-se até o dia 31. O lançamento oficial da campanha ocorre às 11h de terça-feira (6), no município de Osório, com a presença do secretário da Agricultura, João Carlos Machado. O ato simbólico será na propriedade do produtor Fernando Aguiar, de Osório.
Este ano, o governo do Estado comprou 4,2 milhões de doses para entregar, de graça, aos produtores que possuem até 50 cabeças de gado e estão enquadrados no Pronaf. O investimento alcançou R$ 2,5 milhões.
No total, a vacinação abrange 13,1 milhões de cabeças. "Nossa meta é superar o índice do ano passado (de 95,13%), chegando o mais próximo possível dos 100%", afirma Machado. "A prioridade do governo é preservar a atual condição sanitária para manter e ampliar o mercado aos produtores gaúchos", comenta. O RS é reconhecido internacionalmente pela OIE (Organização Internacional de Sanidade Animal) como livre de febre aftosa com vacinação.
Serviço
• A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa) não executa a vacinação, apenas fiscaliza.
• A responsabilidade sobre a imunização dos animais é do produtor rural, que deverá aplicar a vacina nos seus bovídeos e comprovar a vacinação nas Inspetorias Veterinárias e Zootécnicas (IVZs) de seus municípios até o dia 31 de janeiro de 2009.
• Quem possui até 50 cabeças de gado por núcleo familiar e está enuqadrado no Pronaf, segundo regras estabelecidas pela Portaria Estadual 292/2007, de 14/12/2007, pode solicitar doses da vacina, gratuitamente, na IVZ do seu município.
• Quem possui acima de 50 cabeças de gado, deve providenciar a compra das doses e a aplicação no seu rebanho.
• Os técnicos do Departamento de Produção Animal (DPA) supervisionam a vacinação em assentamentos rurais, reservas indígenas e propriedades consideradas de maior risco para a febre aftosa.
• Quem não vacinar ou não comprovar a vacinação de seus animais dentro do período oficial da campanha (de 5 a 31 de janeiro), está sujeito à medidas punitivas pelo DPA. A multa aplicada é de 2% do valor de cada animal não vacinado. Posteriormente, os técnicos do DPA realizam a vacinação destes animais, para garantir a sanidade do rebanho gaúcho.
Saiba mais
• A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa que afeta animais biungulados como os bovinos, bubalinos, suínos, ovinos e caprinos. Essa doença causa grandes perdas econômicas, já que os animais afetados e aqueles que mantiveram contato são sacrificados e todos os produtos de origem animal (leite, ovos, carne, etc) são descartados na região afetada.
• Como exemplo, no foco de febre aftosa que ocorreu no RS em 2000, no município de Jóia, cerca de 11.000 animais foram sacrificados e o prejuízo direto chegou a US$ 4 milhões. Além disso, as exportações de produtos de origem animal, assim como de origem vegetal são suspensas, já que os países importadores suspendem o comércio com o Estado. Conseqüentemente, o produto que iria para o mercado externo é comercializado no RS e assim, com o aumento da oferta interna existe uma diminuição no valor pago ao produtor rural pelo leite, carne, ovos, entre outros.
A febre aftosa
• A febre aftosa é uma doença causada por seis tipos diferentes de um vírus da família Picornaviridae, gênero Aphthovírus, altamente contagioso, que provoca febre e feridas na boca e nas patas de bois, porcos e ovelhas. Branda, passa em 15 dias e quase nunca mata - apenas 5% dos animais contaminados morrem. No entanto, causa enormes prejuízos econômicos. Durante as duas semanas do ciclo da doença, há uma queda de 40% na produção do leite. Como fica com a língua dolorida, o animal contaminado pára de comer e emagrece.
• O vírus da febre aftosa não se espalha apenas pelas secreções, excreções, carne, ossos e leite dos animais contaminados, mas também pelo ar e pela água. Até uma sola de sapato pode dar carona para o vírus de uma fazenda para outra.
• A doença é inofensiva para os humanos. O homem, no entanto, transmite o vírus sem saber que está contaminado.
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